Ajudando mulheres mais experientes

Oiii, meninas!

Como vocês devem saber, nenhuma de nós três temos mais do que 23 anos. Nenhuma tem muito mais que 1 ano e meio de casadas…

Somos jovens, inexperientes, aprendendo a amar nossos maridos, a sermos moderadas, boas donas de casa, etc e etc. Ainda não temos filhos, lemos bastante sobre “como amar nossos filhos”, temos muito contato com crianças, a Paula é madrinha, eu já fui babá e me envolvo com criancinhas na igreja desde meus 12 anos, a Bruna vive cercada de crianças (só ver no Instagram). Talvez entendamos bastante sobre como fazê-los não ter uma crise de birra no meio do supermercado, na teoria. A verdade é que nunca foi nos dada a responsabilidade de educar uma criança. Criá-la no caminho do Senhor, instruí-la e pastoreá-la. Nunca nos cobraram atenção e dedicação 24 horas por dia! Enfim, aprendemos muito neste tempo como casadas, temos muito o que aprender, tanto do casamento, quanto sobre maternidade.

Por que esta introdução? Porque tenho pensado muito em como temos que ter cuidado, muito cuidado quando vamos aconselhar mulheres mais experientes. Aliás, desde nova tenho um pouco de receio quanto a isso. Não só de aconselhar mulheres mais velhas, mas até de aconselhar outras pessoas em aspectos mais gerais. Sabe aquela frase: “sei exatamente como você está se sentindo”, ou, aquele conselho quase repentino quando alguém divide algo com você: “faz dessa forma, é melhor”. Isso me incomoda. Me incomoda porque eu acho que devemos tomar o máximo de cuidado em aconselhar alguém. É preciso pensar, ver o contexto, a situação, ter cuidado, se importar.

Claro, há coisas que são objetivas. Se a pessoa está pecando, há uma direção clara neste sentido. Se há um desvio de um princípio bíblico, a própria bíblia apontará o caminho melhor (e você pode ajudar nisso)! Entretanto, na maioria das vezes as situações são menos claras, cotidianas, lícitas, porém muitas vezes, inconvenientes.

Vou dar dois exemplos hipotéticos pra vocês entenderem mais ou menos qual o ponto em que quero chegar:

Você conhece e convive com uma mulher mais velha, mais experiente que tem filho(s) pequeno(s). Ela fica em casa para cuidar de seus filhos, porém mesmo assim ela vem tendo problemas em como instrui-los ou em como agir com ternura com eles. Os filhos têm se mostrado cada vez mais teimosos, desobedientes e arredios. Você percebe que, mesmo estando em casa, a mãe passa o dia cuidando da casa e de seus afazeres pessoais. Os filhos ou passam o dia brincando sozinhos, ou ficam assistindo TV. E você, que nunca teve na mesma situação, tem um conselho para dar! Como aconselhar esta mãe?

Ou então, você é amiga de uma mulher com 10 anos de casada a mais que você, que diz que já não sente mais afeto pelo seu marido. Ela continua fazendo almoço pra ele. Ela ainda é submissa e cuida dele. Mas, já não tem sentimentos apaixonados e de ternura por ele! E você, recém-casada, sabe que ela precisa mudar isso! Como aconselhar esta mulher?

O que eu entendo disso é que em primeiro lugar você precisa ter um coração HUMILDE. Ter consciência de que, não tendo vivido a situação, é mais fácil falar. Não acho que você não deva aconselhar, claro é preciso avaliar cada situação, mas você deve aconselhar com o coração cheio de humildade e misericórdia. Não é dizer: faça assim, porque eu li que assim dá certo! É, ter humildade para entender que para a pessoa não será fácil, mas que talvez dê certo (nem todos os filhos e maridos são iguais, então não chegue com seus ideais e utopias de que se deu certo pra um, dará pra todos!)

ESCUTE! Quantas vezes eu me envergonhei secretamente de ter feito um julgamento (apegada fortemente aos meus princípios) sem ouvir a pessoa. Quantas vezes, eu condenei atitudes sem um pinguinho de conhecimento de causa. Por isso, escute. Escute e seja racional.  Lembre-se o objetivo em tudo isso é a glória de Deus! Não é ter bons princípios, ser boa mãe ou ser boa esposa! Isso é consequência! O objetivo principal é a glória de Deus!  Não traia seus princípios, mas não condene as pessoas que ainda não os têm! De novo, não estamos falando de pecados deliberados! A raiz de atitudes como não aproveitar o tempo com seus filhos, não ter amor terno por seu marido, são pecaminosas, mas precisamos ter humildade e misericórdia para apontá-los. Escutar faz parte do processo.

Se você leu um livro muito bom, que te ajudou a entender melhor algumas situações, RECOMENDE! Recomende, empreste, dê de presente. É uma forma de você ajudar e deixar que a pessoa tire da leitura melhores conselhos de pessoas que passaram pela mesma situação! Conversem sobre a leitura, leia de novo o livro, se preciso!

AJUDE! Se a pessoa aconselhada tem 4 filhos e não tem dado conta de instruí-los e ao mesmo tempo limpar a casa, ofereça sua ajuda. Talvez outra mãe precise de um tempo somente para tomar um banho um pouco mais longo, cortar o cabelo, ir ao médico, recarregar as energias. Ou lembre aquela mulher com 10 anos a mais de casada do que você, que às vezes vale a pena fazer uma surpresa pro marido, que o amor que a Bíblia manda que tenhamos pelo nosso marido é o amor apaixonado, terno! Quem sabe você não fica com o filho dela pra que eles possam sair pra jantar ou passear, um dia?

E aí, vocês concordam com tudo isso? Acham que não é bem assim? Já tiveram dificuldades em aconselhar alguém ou em serem aconselhadas? Já precisaram dessa ajuda? Esse post não é padrão final pra esse assunto! São apenas algumas coisas que venho pensando depois de algumas leituras e alguns acontecimentos!  Então, fiquem livres para opinar, comentar e compartilhar no Facebook, hahaha!

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Pra vocês lembrarem durante a semana:

Breve Catecismo de Westminster:

PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.

Façamos tudo pra glória de Deus!
Boa semana!

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