Carta de uma esposa que resolveu não ser “só” uma dona de casa por causa da pressão

Hoje vamos publicar uma carta* de uma mulher que, depois de um ano sendo “só” dona de casa e de ouvir um ano inteirinho as pessoas perguntando quando ela ia arrumar um emprego, resolveu arrumar alguma coisa a mais pra fazer!

mulher_escrevendo

“Olá meninas,

há um tempo leio o blog de vocês e tenho visto o posicionamento de vocês acerca do casamento, da família e do papel complementar do marido e da esposa. Desde os 16 anos eu já trabalhava com alguma coisa, nunca fui de ficar parada. Depois fiz a faculdade e trabalhei a faculdade inteira. Quando eu e meu então noivo casamos, logo nos mudamos para uma outra cidade. Meu marido trabalhava mas eu não.  No começo foi super chocante me ver sozinha em casa, sem ter horário pra cumprir nem provas pra fazer. No início eu me senti sem valor, essa era a visão que tinha de mim mesma: eu era só” uma dona de casa. Eu lavava, passava, fazia compras, fazia o orçamento, pagava contas, cozinhava (almoço e janta), lia, organizava os armários, tirava o pó e assim sucessivamente, mesmo assim, isso tudo parecia muito pouco pra mim, na minha cabeça eu tinha que fazer alguma coisa, como se eu já não fizesse tantas coisas. Claro que isso era resultado da minha ideia do que é ser dona de casa  e também, da pressão que sofria por ser “só” uma dona de casa. Todos a minha volta me pressionavam a seu modo, uns perguntavam se eu já tinha arrumado um emprego, outros perguntavam o que eu estava esperando para começar a procurar um e outros ainda se eu já tinha me inscrito em algum curso ou faculdade. Davam suas opiniões, davam ideias e achavam que estavam me ajudando. Porém, todo tempo em que estava em casa cozinhando ou limpando, eu estava ouvindo pregações ou lendo artigos em blogs cristãos, crescendo como cristã e como esposa.

Seis meses depois de ter iniciado com essa rotina de estudos bíblicos, Deus foi transformando minha mente e meu coração até o ponto em que eu realmente comecei a ver com clareza o quão importante era ser só” uma dona de casa. Comecei a me sentir bem cuidando da minha família (que ainda somos só eu e meu marido) em tempo integral. Eu fazia seus lanches para levar pro trabalho, perguntava com frequência ao meu marido de que forma eu poderia ajudá-lo naquela semana e pouco a pouco fui me envolvendo com um trabalho voluntário. Tudo isso enchia meu coração de paz e alegria e o do meu marido também. Ele se sentia muito honrado em ser esperado com a mesa posta e sua comida favorita, com a casa limpa e o orçamento feito. Cuidava da minha casa e do meu marido, como para o Senhor! E comecei a entender o grande valor disso tudo, de ser uma dona de casa!

Depois de 1 ano nesse ritmo, depois de ser enormemente pressionada e, mesmo construindo uma opinião forte sobre o tema, não aguentei tanta pressão e acabei sucumbindo. Iniciei um curso que achava que poderia gostar e assim poderia dizer a todos que já não era mais só” uma dona de casa, que agora eu também estudava e estava aproveitando a grande oportunidade de que todos falavam!

A sensação que eu tenho é de que uma mulher que não trabalha fora, que não tem uma carreira ou coisa assim, terá que responder para sempre à mesma pergunta da infância: o que você quer ser quando crescer? Já que ser “só” dona de casa é inaceitável nos dias de hoje.  Sucumbi, fiz minha matrícula, iniciei o curso e na primeira semana já estava completamente infeliz e arrependida de tê-lo iniciado. Minha casa ficou desorganizada, eu não tinha mais vontade de lavar, passar e cozinhar. Eu até fazia, mas já não fazia com amor e alegria. Chegava em casa e ao invés de servir o meu marido com sua comida preferia, eu mesma pedia pra ele cozinhar qualquer coisa, desde que eu não tivesse que preparar. Estava exausta. Eu sei que não há problema em trabalhar fora enquanto não temos filhos, mas eu realmente penso que se isso está atrapalhando meu chamado principal não deve ser algo bom! Meu marido também acha que pelo fato de não termos filhos talvez não seja tão ruim assim eu estudar as 20 horas semanais. Mas a verdade é que eu preferiria usar alguma dessas horas fazendo o meu trabalho voluntário, sendo útil para a sociedade e dedicando maior tempo para minha casa! Sinto que cada vez que vou ao curso desperdiço meu tempo e meus dons, já que comecei o curso, principalmente, por causa da opinião dos outros e não por vocação.

Queria tanto estar mais em casa… ontem mesmo estava pensando sobre o quanto eu ainda preciso aprender sobre as tarefas de casa, sobre o quanto eu preciso aprender sobre roupas brancas e alimentação saudável, sobre educação de filhos e etc. Eu sei que me precipitei e quis agradar à homens e não a Deus. Sei que agi contra minha própria consciência. Planejo terminar a primeira parte do curso com louvor e depois voltar a ser inteiramente dona de casa, meu primeiro chamado, já que sou esposa.

Gostaria de ser encorajada por mulheres que tem o mesmo coração que o meu, mas às vezes sinto que somos a minoria, até mesmo no meio cristão. E, no meio disso tudo, me pergunto o porquê! Onde estão as mulheres prudentes e puras, que se ocupam em casa, que amam e se sujeitam aos seus maridos e filhos, a fim que a palavra de Deus não seja difamada?

Um abraço e obrigada pelos posts encorajadores,

Letícia.”

Se você se identificou com essa carta não deixe de nos visitar na semana que vem. Continuaremos o nosso post sobre esse tema, animando umas às outras a sermos mulheres que desempenham com alegria o seu papel de esposa, mãe e dona de casa.


*Embora esse seja um caso real, e cada vez mais comum entre as mulheres da igreja, essa carta é meramente ilustrativa, escrita e baseada em nossas experiências. Usamos o mesmo “método” que o Augusto Nicodemus costuma usar em seu blog, para ilustrar melhor. Portanto, se você se encaixou no conteúdo apresentado não se sinta julgada, venha conosco aprender da graça e da misericórdia de Deus… Estamos todas neste processo!

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7 pensamentos sobre “Carta de uma esposa que resolveu não ser “só” uma dona de casa por causa da pressão

  1. Pingback: Resposta à esposa que resolveu não ser “só” uma dona de casa por causa da pressão | Com Amor no Lar

  2. Olá queridas, me chamo Denise, tenho 37 anos, sou esposa do Fabiano e mamãe do precioso Heitor de 3 aninhos, mas acima de tudo sou serva do Deus altíssimo. Há alguns anos tenho entendido da parte do Senhor Jesus que o meu ministério é estar em casa, cuidando das coisas do meu esposo, cuidando e servindo a vida do Heitor em amor (que com 3 anos ainda não vai a escolinha), cuidando e administrando o lar. Sim nós temos um “lar” e não uma casa. Um lar onde o esposo chega e a comida está pronta, a casa está limpinha, o filho de banho tomado, alimentado, a roupa e toalha no banheiro para tomar seu banho.
    Queridas, não há nada de errado em sermos esposas, mães e donas de casa em tempo integral, me alegro muito quando fazem minha ficha em determinados lugares e me perguntam: Profissão? Eu respondo: “DO LAR” . Com muita alegria e convicção de que tenho agradado ao meu Senhor, que me chamou exatamente para isso……nós que pertencemos à Ele, podemos usufruir desse precioso ministério e ali no seio do nosso lar colocarmos em pratica o amor e misericordia q Ele tem nos dado dia após dia. Amadas o mundo não pensa assim, claro que não, pois essa vida é impossível de ser vivida senão por meio do Espirito Santo….qual é a esposa no mundo que deseja ser submissa ao esposo? Me digam? Qual é a esposa no mundo que deseja ficar com o filho de 3 anos em casa, servindo, amando, brincando, ensinando, a não enviá-lo a uma escolinha. Iria lhe sobrar mais “tempo” não é mesmo?? Qual a esposa no mundo em que vivemos que deseja estar em casa cozinhando, passando pano no chão, limpando banheiro, a ter uma posição de destaque em alguma empresa. Queridas, esse privilégio o Senhor nos conferiu. Sabemos que existem irmãs preciosas que tem a necessidade de estarem trabalhando fora, ou por necessidade ou por seus esposos exigirem, e nesse caso é muito compreensível que elas trabalhem.

    “Fazei tudo como ao Senhor” Cl 3:23

    Que o Senhor Jesus nos capacite nessa caminhada, que possamos ser esposas segundo seu coração, cheias do Espírito, submissas aos nossos esposos, cheias de amor por nossos filhos e boas donas de casa. Em nome do nosso Amado e Precioso Pastor…JESUS!

    • Querida Denise. Que precioso ler o seu comentário. Me encoraja muito ver que existem mulheres ainda hoje que cuidam do seu lar para o Senhor, com alegria. Muito lindo o seu exemplo! Que o Senhor te dê graça e te sustente dia a dia.

      • Oi minha irmã….ahhh como é bom fazer parte desse corpo onde o Senhor é o cabeça de todas as coisas….que bom poder compartilhar isso com vc querida…..amei esse blog, estarei sempre por aqui….já dei uma olhadinha nas receitas…hmmmmm…..mulher virtuosa…quem achará????? Te amo em Cristo!!!

    • Realmente, muito encorajador e edificante seu comentário! Que honra dividirmos a mesma ocupação! hahaha E é verdade, ainda que muitas fiquem em casa o “fazer como para o Senhor” faz tudo ser diferente!!

      Graças a Deus que vocês tem ensinado e mantido seu filhinho com você, num mundo em que te pressionam a levar a criança à escola às vezes com 1 ano ou menos! Nenhuma de nós tem filhos AINDA, mas imaginamos como a função de mãe é se negar muitas e muitas vezes, que o Senhor te dê graça sobre graça nessa tua função que é honrada em dobro, pois és esposa e mãe!
      Que você(nós) nunca perca a alegria no Senhor de servir e se doar ao seu marido e filhos!

      Um grande abraço,

      Esther.

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