Não te contaram que você não se casa apenas com seu cônjuge, mas com a família dele também – Parte 2 – Entrevista

Depois do nosso último post sobre como lidar com a família do cônjuge, decidimos fazer um post para esclarecer ainda mais e mostrar de forma prática como algumas mulheres cristãs casadas lidam com a situação. Fizemos algumas entrevistas e publicamos aqui, pra você ter de verdade um Feliz Natal e um ótimo Ano Novo vivendo relacionamentos verdadeiros e cheios de amor com a família do seu cônjuge.

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*A primeira entrevistada é casada e ainda não tem filhos.

1. CAL (Com Amor no Lar): Como é a sua relação com a família do seu marido?

Entrevistada: Tranquila. Me envolvo o suficiente para não ser uma estranha e para não me incomodar.

2. CAL: Quando você se casou quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação às suas famílias?

Entrevistada: Algumas interferências nas opiniões (não pedidas), e confusões sobre os almoços de domingo. Que eu me lembre, de maior, foi isto.

3. CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família do seu cônjuge e como você lidou com ela.

Entrevistada: Não tivemos muitas situações complicadas, pois a família dele é do tipo “cada um na sua” pelo menos no discurso.

4. CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistada: Não sei se é questão de princípio ou só de “jeito”, mas a família dele costuma se reunir para “festa de família” e quando isso ocorre juntam pessoas de vários lugares que ficam fazendo festa por 3 ou 4 dias (se for feriado) e eu tenho que puxar o freio, lembrando que “ficar junto” tem limites.

*A segunda entrevistada tem 33, é casada há 9 anos e tem 3 filhos.

1. CAL: Como é a sua relação com a família do seu marido?

Entrevistada: É boa, tranquila. No meu caso tem o fator de morarmos longe uns dos outros, por isso nos vemos com menos frequência. Mas, apesar disso, acho que sempre encorajei o meu marido a ligar, a manter contato porque eu acho que o medo de toda mãe e de todo pai é de perder o filho, então eu acho que essa coisa de estar sempre em contato, de lembrar as datas especiais de uma forma ou de outra é importante.

2. CAL: Quando você se casou quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação às suas famílias?

Entrevistada: Acho que a nossa vida foi muito atrapalhada no começo e tiveram muitos fatores que foram fora do normal. Mas o principal foi a questão da comunicação para entender os limites. Às vezes um parente pode achar que tem um de jeito de falar algumas coisas ou que sendo que sempre falou e sempre foi aceito poderá continuar assim depois do casamento. Então, conseguir comunicar e chegar num nível de clareza do tipo: ah! obrigada pelo conselho, a gente vai considerar e tal. Isso sempre pode causar conflito. Também tem a questão da pressão, às vezes você pode se sentir pressionada a fazer alguma coisa já que é um familiar do cônjuge que está sugerindo.

3. CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família do seu cônjuge e como você lidou com ela.

Entrevistada: Um familiar do meu marido vendeu um objeto nosso, que estava no Brasil, aos cuidados da minha sogra, sem a nossa permissão. A pessoa vendeu um objeto muito precioso pra gente, só que agora não tem como voltar atrás. E aí como eu lido com isso? Eu deixo o meu marido lidar, já que é com a família dele. A gente sempre fez assim, quando é na família dele, ele resolve, quando é na minha, eu resolvo.

4. CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistada: Para mim, por exemplo, a família do meu marido se preocupa muito com segurança, então quando eles estão aqui (qualquer um deles) eles começam a falar frases do tipo: “Cuidado!”, “Não deixa o seu filho correr!”, “Vai cair!”, “Cuidado com o fogo!”, “Cuidado pra atravessar a rua!”. E se tem dois familiares com a gente é ainda mais difícil! Para mim esse é o maior estresse, porque é como se fosse um outro pai ou uma outra mãe e nós não fôssemos suficientes.

*A terceira entrevistada tem 24, é casada há 3 anos e ainda não tem filhos.

1. CAL: Como é a sua relação com a família do seu marido?

Entrevistada: Não é ótima, mas também não temos grandes problemas. A maior dificuldade é que pensamos muito diferente em quase todos os aspectos, e eu não tenho muita liberdade de expor minhas opiniões sobre aas coisas, então diversas vezes me afasto, me calo para não causar nenhum mau-estar. Como não tenho filhos, isso ainda é viável… mas quando tiver não pretendo me calar tanto. Mas, meu marido se sente assim também, então as coisas ficam mais fáceis.

2. CAL: Quando você se casou quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação às suas famílias?

Entrevistada: Bom, tiveram algumas “espetadas” sabe? Uma indiretas, umas observações maldosas a respeito da nossa forma de levar a vida, e claro, muita tentativa de saber tudo que estávamos fazendo sempre. Ah! Mas a coisa que me mais me incomodava (me incomodam ainda, mas diminuíram) eram as visitas da minha sogra sem aviso. Nossa, isso me incomodou tanto! Pois ela sempre aparecia sem avisar, o que era muito chato e desconfortável. Nós demos uns toques na minha sogra, pedimos pra ela avisar quando viesse. Não foi fácil falar porque ela achou que estávamos contra ela, mas valeu a pena e o desconforto passou!

3. CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família do seu cônjuge e como você lidou com ela.

Entrevistada: Acho que as situações acima foram as mais chatinhas. Apesar de não serem super complicadas, elas são chatas, desagradáveis. Acabam desestabilizando o relacionamento com a família dele. Eu acabo preferindo me afastar a enfrentar, não sei o que é melhor.

4. CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistada: Não temos filhos, mas quando se trata de princípios, tenho comigo que precisam ser defendidos sempre. A família dele é muito “uma mão lava a outra”. Dificilmente alguém faz alguma coisa por servir, ajudar, doar, se não ganhar nada em troca. Me posiciono sempre firme contra isso.

*A quarta entrevistada tem 52 anos, é casada há 32 e tem 1 filho.

1. CAL (Com Amor no Lar): Como é a sua relação com a família do seu marido?

Entrevistada: Na verdade eles moram longe, então eu não tenho muito contato com eles, mas eu estou sempre dizendo ao marido para telefonar e ver como eles estão.

2. CAL: Quando você se casou quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação às suas famílias?

Entrevistada: O primeiro problema que eu tive foi com a data do nosso casamento, a minha sogra tinha um negócio com numerologia e a data que tínhamos escolhido para o casamento não agradou. E também como eles moravam longe somente duas pessoas vieram ao nosso casamento, porque eram mais simples e não tinham condições, vieram apenas o meu cunhado e o meu sogro. Fora isso, com relação aos parentes do meu marido eu não tive mais problema nenhum, tenho mais problemas com os meus parentes.

3. CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família do seu cônjuge e como você lidou com ela.

Entrevistada: É muito complicado porque o meu marido tem pavio curto, então quando acontece alguma discussão na minha família, ou quando eu conto algo que aconteceu, ele inicialmente começa a dizer como aquelas pessoas têm defeitos e como elas estão erradas. Mas depois ele vai se acalmando e aí então buscamos decidir biblicamente como lidar com a situação. Por exemplo, tem pessoas que recebem tranquilamente as visitas em casa, mas nós nos afastamos um do ouro e às vezes até brigamos por falta de compreensão. Talvez porque eu esteja atendendo as visitas e não consiga dar atenção suficiente ao meu marido.

4. CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistada: A minha irmã não é cristã e por isso queria e incentivava o meu filho a sair para a balada, a ter várias namoradas e a ter uma vida noturna como os outros homens do mundo. Enquanto isso, nós ensinávamos nosso filho com valores cristãos e tínhamos que deixar claro para minha irmã quais eram esses valores.

Quero agradecer e honrar publicamente a cada uma que doou o seu tempo e se empenhou para pensar bem e responder às perguntas da melhor forma possível. Vocês contribuíram muito, obrigada!

E pra vocês, leitoras e leitores queridos, o que fica é a lição de que existe uma forma correta de agir, que é a que a Bíblia ensina. Às vezes a gente consegue, às vezes não. O importante é estarmos sempre diante de Deus buscando sabedoria e tudo o mais que nos for necessário (amor, paciência, longanimidade, bondade, mansidão, domínio próprio etc) para que o nosso relacionamento com os parentes do nosso cônjuge glorifique a Deus.

E quem for sogra (ou estiver treinando para) aqui estão dois textos excelentes publicados no blog Mulheres Piedosas sobre o tema, RECOMENDO VEEMENTEMENTE (MUITO MESMO) a leitura: Texto 1 e Texto 2.

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2 pensamentos sobre “Não te contaram que você não se casa apenas com seu cônjuge, mas com a família dele também – Parte 2 – Entrevista

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