Ter Filhos? Por quê não?

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Capa do Filme “Um Homem de Família” (The Family Man)

Esse 1 ano (e meio) de “exílio” me fez (re)pensar muitas coisas na minha vida, uma delas foi ter filhos. E morar em outro país, longe da família, dos amigos, da sua igreja local, tem dessas vantagens. De repente você começa a perceber o que era pensamento seu e o que era pensamento comum, pensamento dos outros, comodidade e etc. Adicione ao fator morar fora, horas e horas de pregação em áudio, uma igreja reformada e leitura bíblica diária e aí então a sua mente é transformada de um jeito incrível!

Quando eu era mais jovem pensava em ter filhos sim, mas pensava como algo secundário, tinha em mente que era normal e aceitável ser casada sem me comprometer necessariamente em ter filhos. Na minha mente filhos traziam gastos extras (e muitos), incômodo, cansaço e alguns momentos felizes. Pensava em filhos como algo complementar.

Vou dizer que o meu processo de mudança começou num estudo sobre aborto que foi dado na Igreja Batista Reformada Vida Nova. O Juliano Heyse comentou nos últimos dias sobre o fato de algumas pílulas anticoncepcionais serem abortivas e sobre a santidade da vida humana. A partir dali eu comecei a questionar o porquê de escolhermos os métodos contraceptivos que escolhemos; se eles estavam de acordo com o que a Bíblia nos ensina ou não; e acho que nós que nos dizemos cristãos temos que ser no mínimo coerentes. [Se dizemos que cremos que Jesus é a verdade e que a Bíblia é inerrante e inspirada em Deus, precisamos confiar nela de um modo global, precisamos que Deus nos oriente em cada aspecto da nossa vida e não ser levados por qualquer nova coisa que o mundo nos apresenta.] Enfim, minha reflexão, nossa reflexão começou assim e terminou (1 ano depois) em um desejo imenso de ter filhos.

Nos últimos 6 meses começamos a pensar sobre a possibilidade de ter filhos e comentando com outros casais com filhos [e isso é um fator muito importante na nossa decisão: o fato de termos encontrado pais que são referência de uma educação bíblica; não eles não são perfeitos, como nenhum de nós é, mas eles se esforçam pra ser como a Bíblia ensina que os pais devem ser], comentamos com nossos pais, com nossos melhores amigos e, sendo sincera, surgiram muitos argumentos contrários. Começamos a discutir (entre a gente) cada argumento que recebíamos até que chegamos ao ponto de perceber que todos eles convergiam para uma vida egoísta e ensimesmada, na qual Deus não era o centro e a glória de Deus não era o objetivo e sim carreira, bem-estar, casamento entre outras coisas.

Não estou dizendo aqui que não existem motivos para não se ter filhos e que temos que ter de qualquer jeito. Certamente existem casos específicos em que não é possível desfrutar dessa bênção de forma tranquila ou convencional, como é o caso de esterilidade, disfunções no sistema reprodutor e etc. Mas falando em linhas gerais os motivos para não se ter filhos no casamento, biblicamente, são inexistentes. Deus planejou a família, Deus ORDENOU a Adão e Eva: “E Deus os abençoou, e lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gênesis 1:28 Se esse foi o plano de Deus, e se a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável com que autoridade e sabedoria nós dizemos que ter filhos é ruim? Que é inconveniente? Que nós não queremos? Como assim, gente? É incrível como somos tão facilmente levados com a correnteza desse mundo!

Apresento agora os maiores argumentos que nos foram ditos e como nós contra-argumentamos (pra nós mesmos).

1. Como é que vocês vão sustentar uma criança?

Que engraçado, essa é a maior preocupação do mundo mesmo, porque eles acham que eles mesmos se sustentam. Realmente, se eu vivesse pelo meu mérito teria dúvidas sobre o meu sucesso. Porém, eu não vivo pelo meu próprio mérito,  eu vivo por aquilo que eu recebo de Deus. E entenda, não estou aqui fazendo apologia à vadiagem e preguiça. Se eu achasse isso não teria estudado 12 anos na escola, não teria feito a faculdade, não teria feito docinhos pra vender de porta em porta, não teria ido trabalhar. Não acho que devemos ser preguiçosos e achar que é nosso direito receber qualquer coisa de Deus. Acho que temos que fazer a nossa parte, mas sabendo sempre que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono.” Salmos 127:1-2 Ou seja, temos que fazer a nossa parte porque isso é justo e Deus nos chama para trabalhar, desde Adão, mas devemos saber que por mais que nos esforcemos, se o Senhor não nos abençoar, será inútil todo o nosso esforço.

Então, devemos confiar em Deus o nosso sustendo e consequentemente o dos nossos filhos. Eu sei, é demais pro nosso ego admitir que Deus é que nos sustenta, mas assim ensinou Jesus: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” Mateus 6:11, engraçado como a gente não pára pra pensar em tudo que isso implica né? Jesus nos ensina que é Deus que dá o pão, que dirá a escola, as roupas, o transporte, os remédios… É ou não é falta de fé um casal que trabalha, que tem alguma renda, dizer que não vai ter filhos porque não tem dinheiro? Sabe por que a gente acha que não vai ter dinheiro? Não é porque vai faltar o pão, o leite ou uma roupa quentinha, mas é porque não vai dar pra matricular na escola bilíngue, não vai dar pra fazer enxoval nos Estados Unidos, não vai dar pra comprar brinquedos da Fischer Price! Ah! Para!

Se confiamos em Deus sustento do pão nosso de cada dia, não daria Deus também o sustento de pão para os nossos filhos? “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;” Mateus 6:31-32


2. Vocês acham que estão maduros/prontos para ter filhos?

Essa é uma pergunta muito subjetiva, com uma resposta mais subjetiva ainda. O que é maturidade? É ter carreira? É ter mais de x anos? É ter PhD? O que é estar pronto pra ser pai? É deixar de ser egoísta? É entender de pedagogia?

Outro dia alguém me disse ou li em algum lugar que a mãe surge no momento em que o filho nasce. Eu posso só imaginar toda ligação emocional que deve existir durante os nove meses em que você tem um ser humano dentro de você mesma, mas até o filho nascer (acho) que você ainda não tem aqueles instintos maternos que uma mãe tem. Enfim, o que eu quero dizer com isso é que a gente não está pronto até estar. Se a gente estava pronto pro casamento? Até o momento do “sim, eu te recebo” acho que não, mas a partir dali, daquele compromisso, eu passei a ser esposa com meus erros e acertos e talvez se tivessem passados mais 10 anos, nós estaríamos ainda no mesmo estágio em que estávamos imediatamente antes de dizer sim. Se a gente estava pronto pra morar sozinho em outro país que a gente nem sabia falar a língua? Absolutamente não. Mas no momento que a gente chegou a gente precisou estar, a gente teve que procurar uma casa pra morar, teve que fazer compras, teve que fechar contratos e viver com isso. As dificuldades que Deus colocou em nossas vidas é que nos tornaram um casal mais maduro, mais experiente (embora ainda jovens e com pouco tempo de casamento).

Além disso, o ponto mais importante é: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada.” Tiago 1:5. Quer mais? Quer mais maturidade que isso? Gente, Deus sabedoria! Você não tem como comprar sabedoria, não precisa fazer um concurso, não precisa merecer, você precisa pedir a Deus. E mais uma vez isso fere o nosso ego né? A gente quer adquirir sabedoria pela vida, a gente quer estudar e estudar e ler livros. Não que isso não seja válido, mas é a mesma questão do dinheiro. A maturidade para ter um filho, a sabedoria para educá-lo nos caminhos do Senhor, o amor e a paciência e tudo o mais que você precisará ter é Deus quem vai te dar, não se engane, você não possui um reservatório, ou uma poupança de amor e sabedoria, quando você estiver sem saber para onde ir você não vai encontrar respostas em você mesmo, você só vai encontrá-las em Deus e não na sua “maturidade”.

Então a nossa resposta pra isso é: talvez a gente esteja maduro, talvez não, mas se Deus nos der um filho nós encontraremos sabedoria e tudo o mais que for necessário em Deus, pedindo a Ele que nos capacite. Eu poderia viver 100 anos e acumular todas as experiências do mundo, e talvez eu ainda não estivesse madura o suficiente para ter um filho.

3. Vocês não acham que precisam aproveitar mais o casamento?

Essa parece tão piedosa né? Parece tão meigo pensar assim. Mas o que está por trás disso? A visão de que filhos estragam o romance e romance é tudo o que há de melhor no casamento. Será? Não estou dizendo que vocês precisam ir pra lua de mel e voltar grávidos, não estou dizendo que existe prazo máximo pra ter filhos, não estou dizendo que aproveitar o casamento é pouco importante e nem Deus diz isso: “Quando um homem for recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá encargo algum; por um ano inteiro ficará livre na sua casa para alegrar a mulher, que tomou.” Deuteronômio 24:5. Eu só acho que a gente deveria pensar bem sobre o tema antes de querer decidir por nós mesmos quanto tempo é o bastante. Ter a vida entregue a Deus significa ter a vida entregue a Deus, e tudo o que isso implica. Eu não posso dizer: Deus toma aqui a minha vida e que seja feita a tua vontade, porém eu decido exatamente quando eu vou ter um filho, isso é comigo! 😉 Estar rendido ao plano de Deus pras nossas vidas inclui se colocar diante de Deus humildemente e dizer: “Senhor, eu não me sinto capaz de ter um filho nesse momento, mas se essa for a tua vontade então me capacita. Abre meu coração e minha mente pra que eu esteja atento à tua vontade.” Foi isso que a gente fez, e demorou 1 ano pra Deus mudar a nossa mente de “ainda não” para “seja feita a tua vontade”.

Ouvi de algumas mulheres casadas com filhos que é verdade que na vida delas o filho deu uma esfriada no relacionamento com o marido, que o filho se tornou o centro das atenções e que o casamento ficou um pouco afetado com a chegada do novo integrante. Mas também ouvi de outras tantas mulheres, como o filho uniu ainda mais o casal, como apesar dos choros durante a noite e de todo cansaço eles se olhavam apaixonados por cima do berço e como aquela grande alegria em comum os aproximou. Então, tudo é uma questão pessoal de como vamos lidar com cada nova situação nas nossas vidas, e aí está a maturidade cristã em ação. Quem não tem a Deus como Senhor e Salvador vai responder sozinho à cada novo desafio, à cada dificuldade, mas quem confia no Senhor vai encarar as dificuldades com o Seu auxílio e isso fará toda a diferença.

Não posso dizer por experiência própria se vou parar de aproveitar o casamento, mas posso dizer que com certeza vou aproveitar de uma forma muito diferente. Hoje passamos, às vezes, o fim de semana na cama, de pijamas, sem hora pra dormir ou acordar, vendo filmes, vendo séries, conversando… Com certeza não vamos poder fazer o mesmo quando tivermos um bebezinho em casa, quando tivermos alguém que precisa de nós para tudo! Hoje a gente viaja quando quer, sai de casa de repente, volta tarde, bate perna no centro e certamente com um bebê a gente não vai poder viajar com a mesma frequência (talvez com nenhuma), sair sem planejamento, ficar na rua batendo perna o quanto quisermos. Mas isso não significa que a gente vá deixar de aproveitar o casamento, apenas vamos aprender a aproveitar de outras formas (e aí até eu vou precisar aprender pra poder dar algum exemplo!). Apenas precisamos parar de ter aquela ideia fixa de que amor é só sexo, só jantar à luz de velas, só assistir filmes no cinema. Isso é amor segundo Hollywood.

Por favor minha gente, não sejamos levianos a ponto de achar o que o mundo acha que os filhos são (incômodo, gasto, fim do romance), voltemos ao evangelho, voltemos ao que Deus nos diz sobre o que é a família e quão importante é ter filhos.

“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre, o seu galardão. Como flechas na mão do arqueiro assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não será confundido quando falar com seus inimigos à porta.” Salmos 127:3-5

“A coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.” Provérbios 17:6

E quando Deus queria abençoar um casal Ele lhes dava um filho:

“E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele. E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.” Gênesis 17:19-20

“E sucedeu que, passado algum tempo, Ana concebeu, e deu à luz um filho, ao qual chamou Samuel; porque, dizia ela, o tenho pedido ao Senhor. […] E disse ela: Ah, meu senhor, viva a tua alma, meu senhor; eu sou aquela mulher que aqui esteve contigo, para orar ao SENHOR. Por este menino orava eu; e o Senhor atendeu à minha petição, que eu lhe tinha feito. Por isso também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver, pois ao Senhor foi pedido. E adorou ali ao Senhor.” I Samuel 1: 20 e 1:26-28

“Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento.” Lucas 1:13-14

Com tudo isso eu não quero dizer que não ter filhos no primeiro ano de casamento seja pecaminoso, ou nos primeiros 10! Sei lá qual é o tempo de Deus para a vida de cada casal. Quero dizer apenas: coloquem-se diante de Deus sobre a Sua vontade. Estejam dispostos, vocês casados, ao tempo Dele para ter filhos ou não. Talvez não seja o momento, talvez ainda demore um pouco, lembrem-se que tudo tem seu tempo determinado (Eclesiastes 3:1).

Para ler (ainda) mais sobre o tema: A Família Sol-Lá e só.

Com amor,

Bruna

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8 pensamentos sobre “Ter Filhos? Por quê não?

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  4. Bruna, acho que mesmo vocês estando aí na Itália e tendo casado um tantinho antes de nós, nossas famílias estão muito sincronizadas! Eu aqui também ando passando muito tempo pensando nesse assunto. Antes, o que era quase impensável, agora já está pertinho e possível. Encontrei também todos esses argumentos contra ter filhos na juventude, mas agora refutá-los passou a ser minha tarefa. Meus pais tiveram três filhos enquanto jovens, e eu quero, se Deus permitir, lhes dar a honra de ter netos enquanto jovens também, para quem sabe um dia eles poderem ver os filhos dos filhos dos seus filhos!
    A ideologia moderna colocou em nossas cabeças que ser mãe nos oprime, acaba com o nosso tempo e com o nosso corpo. É triste que precisemos desconstruir tudo isso para viver algo que deveria ser natural em nós: o desejo de ser mãe. Eu estou lendo um livro bem interessante, chamado “Maternidade Cristã”, do Pe. Humberto Gaspardo. Vou mandar o link pra ti de uns outros livros que tenho sobre o assunto.
    Um beijão, fiquem com Deus!
    Mariana

    • Que legal, Mariana! Tanto a Bruna, eu e a Priscila (a que tem postado as receitas aqui do blog) também temos pensado o mesmo sobre maternidade, filhos e um casamento cristão! Todas nós lutamos contra esses argumentos tão falaciosos e nascidos de uma cultura anti-filhos. Concordo plenamente quando vc diz que é triste que precisemos desconstruir tudo isso para viver o que deveria ser o natural, é triste, muito triste! Mas que o Senhor nos dê graça e nos mantenha num padrão cristão de família, por mais estranho que seja pro mundo.

      Abraçoo (=

  5. Desculpe, Bruna, mas não posso deixar de fazer uma observação em relação à frase com que vc iniciou o texto. Eu não acho que este tempo em que vcs estão fora do Brasil possa ser chamado de “exílio”, mas sim a concretização de um sonho seu e do Pedro, não é mesmo? Para mim, exílio tem um conotação de obrigatoriedade e não de livre escolha e oportunidade. Grande beijo Da sogrinha que te ama Luciana

    Luciana Pimenta de Oliveira Botelho Enviado por iPhone

    >

    • Querida Lu, por favor, nao me entenda mal. Nao quis dizer exilio como algo obrigatorio e ruim, mas sim como um momento a sos com os proprios pensamentos. Algo mais como um isolamento, do que com uma prisao imposta pelo governo. Vou colocar aspas pra que fique claro que a minha intecao com aquela palavra era outra. Somos muito felizes e gratos a Deus por esse tempo mais do que especial que temos vivido. Sem esse tempo de afastamento nao seria possivel nem mesmo chegar a essas conclusoes que considero tao edificantes. Desculpa, entao, pelo choque com a palavra, mas de modo algum foi isso que quis transmitir. AMO viver aqui e AMO esse tempo que o Senhor nos deu. E claro, te amo muito Lu! Beijinhos 🙂 (sem acentos porque estou num teclado italiano)

  6. Bom, como sempre, o post foi “muito feliz”!

    Eu e o Mateus decidimos nos casar e isso era a mesma coisa que decidir ter filhos. Começamos a pensar sobre o assunto desde o dia em que participamos desse estudo sobre aborto com o Juliano. A nossa inserção na IBRVN mudou nossas vidas e nos deu companheiros para perseverarmos nessa empreitada, na contramão do que sempre ouvíamos (curtir os primeiros anos de casado; vocês precisam se estabilizar; criança dá muito trabalho, gastos;etc.), assim como você mencionou nesse post. Encontramos na família do Juliano e dos sogros dele esse encorajamento bíblico para nos multiplicarmos. Tivemos conversas preciosas que não tem como esquecer.

    Bom, como decidimos não usar nenhum método contraceptivo, temos usado a fé, sabendo que o Senhor é quem dá e quem tira. Que filhos são um presente de Deus!

    Em particular, eu orava a Deus sobre a minha ansiedade para engravidar e também pelo medo que sempre senti de não poder engravidar devido aos meus problemas no útero, e agora ESTAMOS GRÁVIDOS!

    Estamos longe das nossas famílias, morando a 3 meses em um país diferente e temos visto Deus cuidando de tudo. Estamos confiantes de que Ele permanecerá nos sustentando assim como tem feito todos os dias.

    Um beijo pra vocês!
    Vanessa De Carvalho.

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