Não te contaram que você não se casa apenas com seu cônjuge, mas com a família dele também – Parte 3 – Entrevista

2emj80o68ffn16jzcg5l0gvfh

Mais um post da série “Coisas que não te contaram(ão) antes do casamento”, e dentro deste da série “Família do cônjuge”. O primeiro foi com algumas dicas para um bom relacionamento com a família do cônjuge, o segundo foi uma entrevista com algumas mulheres cristãs, casadas, sobre o seu relacionamento com a família do cônjuge e sugerido pelo leitor Pedro Botelho (que por acaso vem a ser o senhor meu marido), apresentamos hoje a terceira parte em que fizemos uma entrevista com alguns homens cristãos e casados sobre o tema. Aqui vão elas:

* O primeiro entrevistado tem 50 anos, é casado há 28 e tem 2 filhos.

CAL: Como é a sua relação com a família da sua esposa?

Entrevistado: O meu relacionamento com a família do meu cônjuge é muito boa, nos encontramos quase que semanalmente em nossa casa ou na casa dos pais da minha esposa e conversamos sobre diversos assuntos e nos tratamos com respeito. Apesar de que minha sogra ter um temperamento forte, aprendi nesses quase 30 anos de casados, a lidar com ela e respeitar os seus pensamentos e atitudes.

CAL: Quando você casou, quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação as suas famílias?

Entrevistado: Bem, no início do nosso casamento tudo foi muito difícil, pois como minha esposa engravidou quando ainda namorávamos, tudo aquilo que tinha começado a construir em termos de relacionamento, foi por água abaixo. Na verdade éramos duas crianças que não sabiam como era viver a dois, e por isso havia muita interferência por parte de nossos pais em relação a tudo. Depois que conhecemos a Jesus e começamos a amadurecer, conseguimos equilibrar com nossos pais até onde cada coisa poderia interferir ou não, menos nosso casamento, mas não foi fácil.

CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família da sua esposa e como você lidou com ela.

Entrevistado: Nunca tivemos situações muito complicada com a família de minha esposa, talvez a mais visível  foi que quando ainda no início do casamento, e minha esposa não trabalhava, eu sempre reparava quando ela tinha ido na casa dos seus pais, pois sempre vinha com uma ideia diferente daquela que nós conversávamos e combinávamos, até que um dia tive que pedir para minha esposa deixar de ir um pouco na casa de seus pais ou levar os problemas até eles porque estavam interferindo em nosso relacionamento, mas depois tudo voltou ao normal, creio que isso foi tudo adaptação de tudo aquilo que era novo para nós.

CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistado: Em relação a criação de filhos, sempre foi muito difícil, pois nossos pais, e principalmente a mãe de minha esposa, sempre se meteu demais. Tivemos que aprender a chegar sempre num ponto em que ouvíamos e refletíamos o que era bom ou não. Afinal de contas, como falei anteriormente, éramos duas crianças e não tínhamos experiência de vida e principalmente em educar filhos. Hoje olhando para trás, podemos chegar a conclusão que isso tudo foi muito importante, pois percebemos que família é muito importante em nossas vidas e que tudo aquilo que fizeram e continuam fazendo para nós, foi com o objetivo de nos ajudar e creio que conseguiram. Cada tijolinho da construção de nossas vidas, casamento, profissão, educação de filhos, relacionamentos, foram sempre feitos também com a intervenção deles em nossas vidas, seja positiva ou negativamente.

* O segundo entrevistado tem 46 anos, é casado há 24 e tem 3 filhos.

CAL: Como é a sua relação com a família da sua esposa?

Entrevistado: É boa, uma relação amigável, sadia, não tenho problema nenhum. Nem com os os meus sogros, nem com minhas cunhadas ou concunhados. Talvez se o meu cunhado estivesse mais próximo eu teria algum problema, mas porque ele por si já é problemático, não seria nem um problema só comigo, mas com todos da família, porque ele tem um desvio de caráter, é dependente químico, então… Mas no demais eu poderia dizer que temos uma relação boa.

CAL: Quando você casou, quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação as suas famílias?

Entrevistado: Pelo fato de a gente ser mais novo e termos casado muito rápido tivemos um problema de invasão de privacidade, de as nossas famílias quererem ditar as regras pra gente, dizer como a gente tinha que fazer, somado a isso tivemos problemas financeiros, então nós tivemos que morar 1 ano na casa dos meus pais logo no início do casamento,  isso atrapalhou bastante. Tanto que depois nós decidimos mudar de cidade pra poder ter mais privacidade, ter a nossa vida independente sem ter que depender dos outros para tomar as nossas decisões. Claro, a opinião dos outros é importante, mas quando passa dos limites isso atrapalha.

CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família da sua esposa e como você lidou com ela.

Entrevistado: Foi bem no início do nosso casamento, quando o meu cunhado foi morar na casa da minha sogra, que era minha vizinha. Ele sempre teve esses problemas, dependência química, fazia muitas coisas erradas e eu ficava com muito medo, não conseguia dormir direito, quando ia trabalhar ficava preocupado com a minha família, vivia sempre com aquele fantasma, como se tivesse sempre um ladrão rondando a minha casa. Um dia ele chegou a fazer uma chave para roubar o meu carro, não roubou, mas sabotou o meu carro, desconectou uma coisa e logo após eu ter ficado pela estrada perto de casa ele foi atrás da gente, consertou o que havia estragado. Para resolver a situação eu falava sempre com a minha sogra, pra que ele fosse embora o quanto antes, pra que ele fosse viver a vida dele com a família dele (que também morava com a minha sogra) e deixasse a gente em paz.

CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistado: Eu vou muito pelo meu relacionamento com Deus, os meus filhos são criados de acordo com o meu relacionamento com Deus. Por exemplo, a pessoa pode até vir e dizer: “Ah! Mas eu não deixo meus filhos fazerem esses esportes radicais, tu dá muita liberdade pra eles!” Mas eu sei até onde eu posso dar aquela liberdade para ele, porque eu busco em Deus uma orientação de até onde eu posso controlar, até que ele me prove o contrário. Enquanto eu sinto que está sob controle, que eu sinto paz, eu vou deixando ele fazer o que ele está fazendo. Quando eu não sinto mais essa paz eu percebo que Deus está me dando um alerta, então eu não deixo mais ele fazer aquilo lá. Então não é que eu não ouço, eu até posso ouvir uma sugestão ou outra, mas a forma como eu lido com os meus filhos é eu e Deus. Então não existe nenhum momento que eu sinto que preciso ser mais firme com a família do meu cônjuge.

* O terceiro entrevistado tem 24 anos, é casado há 2 anos e ainda não tem filhos.

CAL: Como é a sua relação com a família do seu cônjuge?

Entrevistado: Depende da época, temos nossos altos e baixos. Acho que a maior reclamação deles é que não participo das conversas deles, mas é exatamente para evitar conflitos que o faço. Temos (eu e a família da minha esposa) visões diferentes sobre o que é um bom relacionamento, da minha parte, não creio que devemos nos falar sempre e contar cada detalhe de nossas vidas. Mas em geral temos uma relação boa, apesar de ser na maioria das vezes indireta, ou seja, nos relacionamos através da minha esposa, que faz a ponte entre nós.

CAL: Quando você casou, quais foram os maiores problemas que vocês tiveram em relação as suas famílias?

Entrevistado: Os maiores problemas foram porque quando nos casamos tivemos que nos mudar para longe deles, e a faimlia da minha esposa ficava fazendo chantagem emocional com a saudade e que seria muito difícil e tal. Na mesma época tivemos problemas com a minha família que queria sempre mandar e desmandar no modo como fazíamos as coisas e ficavam ligando a cada 5 minutos para falar das minhas obrigações, como se eu não as soubesse.

CAL: Conte uma situação complicada que você teve com a família do seu cônjuge e como você lidou com ela.

Entrevistado: Quando fomos visitar nossas famílias, a família da minha esposa achava que deveríamos estar o tempo inteiro na companhia deles, sem levar em conta o que nós desejávamos. Para se prevalecer, muitas vezes faziam chantagem emocional. Chegou um momento em que tivemos que ser mais duros, tanto eu, quanto minha esposa, para fazê-los  entender que cada um precisa ter liberdade para fazer o que deseja.

CAL: Qual o momento em que você percebe que tem que ser mais firme com a família do seu cônjuge para sustentar seus princípios diante dos seus filhos (ou mesmo sem filhos)?

Entrevistado: Na tomada de decisões. Preciso sempre ser muito firme naquilo que decidimos, pois eles querem sempre dar uma opinião ou nos fazer desistir do que decidimos (caso achem que não é certo). A começar pelo fato de fazê-los compreender que nós somos uma família, não estamos mais debaixo da autoridade deles.

 

Bruna

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s