“O amor não busca seus próprios interesses”

Muitas pessoas, cristãs ou não costumam usar o texto de I Coríntios 13 como verdadeiras declarações de amor. Músicas, filmes e livros citam livremente o texto sem nem mesmo medir as enormes consequências que ele tem sobre a vida de quem crê e deseja esse amor. Ser submissa ao marido passa tranquilamente por esse texto e ninguém pensa nisso quando está criticando e dizendo que submissão é coisa de outro século. Não gente, o verdadeiro amor continua não buscando os seus próprios interesses, suportando todas as coisas e sendo paciente e benigno, quem mudou fomos nós.

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Eu sou meio desligada de notícias. Não me orgulho disso, mas geralmente acabo sabendo das coisas por outras pessoas e se me interesso vou atrás da notícia. Claro, a Joana Prado falar no Instagram não pode ser caracterizado como notícia e estou ciente disso, mas foi algo que saiu na mídia e gerou algumas discussões.

Na verdade já estamos flertando com esse tema há algum tempo, mas por algum motivo esse é o primeiro post exclusivo sobre submissão bíblica. Creio que esse seja um daqueles elefantes brancos no meio da sala: ele está ali, todo sabem, mas ninguém quer falar a respeito. Bem, nós queremos!

Pra quem não sabe do que estou falando, há 6 dias a Joana Prado colocou uma foto no Instagram e disse: “Consigo ser totalmente submissa ao meu marido.” Pra quem quiser ler mais aqui vai o link. Claro que essa afirmação não sairia impune na nossa super sociedade feminista e exagerada. Logo surgiram comentários do tipo: “Eu acho que a Joana Prado não sabe muito bem sobre o conceito de submissão”, escreveu um internauta. “Estou aqui orando pra ela voltar ao século XXI”, criticou uma seguidora. “Sei lá, eu sinto pena, sabe? Sem noção”, rebateu outra.

Sei muito bem como é estar do lado de quem ouve essas críticas, nosso outro post sobre feminismo e a morte do lar também rendeu vários comentários assim. E por isso mesmo, tenho vontade de exercer a minha liberdade de expressão e de religião (que os “tolerantes” tanto defendem) pra contar a vida de um outro ponto de vista e pra falar sim e sem vergonha sobre submissão bíblica. Sobre a forma que Deus soberanamente escolheu para O honrarmos e glorificarmos no nosso casamento e sobre a forma perfeita e agradável que Ele escolheu para nos relacionarmos com nossos maridos.

Sobre a Joana Prado? Eu não sei se ela consegue ou não ser totalmente submissa, se ela tem uma boa teologia ou qualquer coisa do gênero. Até porque não compete a mim saber ou julgar qualquer uma dessas coisas, o certo é que a nossa bandeira foi levantada e me sinto no dever de defende-la.

Segundo Martha Peace, em Esposa Excelente, a esposa deve ser submissa ao seu marido EM TUDO, exceto em caso de pecado, como está escrito em Efésios 5:22-24: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor… Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.” A palavra para submissão no grego vem de um termo militar (hypotasso) que significa ser colocado sob ordem militar. No exército o capitão não é menos humano, ou uma pessoa inferior que o general, ele simplesmente tem uma posição diferente. E é assim que Deus nos vê, homens e mulheres com igual valor, mas em posições diferentes. Lembremos de Romanos 2:11: “Porque para com Deus não há acepção de pessoas.”

Porém, mesmo tendo o mesmo valor, cabe a nós, esposas, ter uma atitude como a de Cristo, uma servidão submissa: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes esvaziou-se assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte.” Filipenses 2:5-8. “Assim como Cristo não é inferior ao Pai, a esposa não é inferior ao marido. Cristo subordinou-se à vontade do pai, a fim de cumprir o plano da redenção.”  Logo, a esposa deve se submeter ao seu marido a fim de que o plano de Deus para a família se cumpra.

Se consideramos ser submissas em tudo, isso abrange todas as áreas da nossa vida: financeira, decoração da casa, o comprimento do cabelo da esposa, o que fazer para o jantar e a disciplina dos filhos. Tudo isso deve ser levado em conta como a forma que o Deus designou que fosse, a esposa deve graciosamente se submeter ao seu marido a menos que o que ele esteja pedindo seja pecado. No seu livro, Martha traz alguns exemplos de pedidos para pecar: você está proibida de ir à igreja; você está proibida de falar sobre Deus às crianças; quero que você participe de imoralidade/pornografia; proíbo você de repreender-me; não conte a ninguém o meu pecado, quero que você minta a meu favor. Nesse caso, “importa mais obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

Uma esposa submissa não desonra a Palavra de Deus, como está escrito em Tito 2:5: “A serem… sujeitas ao marido, para que a Palavra de Deus não seja difamada”. A Palavra de Deus é difamada quando a esposa não é submissa ao seu marido, desse modo ela envergonha o evangelho porque não está vivendo no padrão que Deus estabeleceu claramente para a mulher. “Se exteriormente ela expressa sua fé em Cristo, mas interiormente não mudou seu coração quanto à submissão ao marido, ela não está se submetendo ao Senhor nesta área de sua vida.” Ao invés disso, uma esposa submissa honra a Palavra do Senhor quando:

* Sacrifica os seus desejos em favor do que Deus quer dela. (Romanos 12:1-2)

* Teme ao Senhor. (Provérbios 3:7 e Mateus 10:28)

* Permite que a Palavra de Deus direcione sua vida. (Colossenses 3:16)

* Sua vida não é uma afronta ao padrão para o casamento, estabelecido em Efésios 5, à igreja e ao seu relacionamento submisso a Cristo. (Efésios 5:24)

* Ela é submissa, quer sinta vontade, quer não. (Hebreus 12:1-2)

Sabemos que não é nada fácil seguir ao alto padrão de Deus para as nossas vidas, mas podemos vencer nossos sentimentos se tivermos pensamentos bíblicos, como: “O amor não procura os seus interesses” ou “O amor tudo suporta”. Uma esposa submissa pode renunciar seus sentimentos e fazer o que é correto, pela graça de Deus, como um ato do querer.

Em seu livro, Martha Peace também apresenta maneiras específicas pelas quais as esposas não são submissas, dificilmente você não se identificará com alguma delas, mas se isso acontecer, faça você mesma a sua listinha e peça ajuda a Deus para mudar.

* Ela faz coisas que são irritantes ou vergonhosas para o marido. (Provérbios 21:19)

* Ela não disciplina os filhos como deveria (mesmo quando seu marido lhe pede que o faça). (Provérbios 29:15)

* Ela é mais leal aos outros do que ao marido. (Provérbios 31:11)

* Ela discute, ou fica magoada, ou age friamente com seu marido quando não consegue as coisas a seu modo. (Provérbios 21:9)

* Ela não vive dentro dos limites do seu orçamento. (Provérbios 19:14)

* Ela corrige, interrompe, fala por seu marido e conversa muito quando outros estão por perto. (Provérbios 27:15-16)

* Ela o manipula para ter as coisas do seu jeito. Ela pode manipular por meio do engano, chorando, implorando, reclamando, resmungando, enraivencendo-se ou intimidando. (Lucas 10:40 – manipulação de Marta)

* Ela toma decisões importantes sem consultá-lo. (I Coríntios 11:3)

* Ela opõe-se constantemente à vontade dele. (I Samuel 15:23)

* Ela se preocupa com as decisões que ele faz e toma providências por si mesma. (Filipenses 4:6-7)

* Ela não presta atenção ao que ele diz. (Tiago 1:19)

Claro, poderíamos passar o resto do dia e da noite discutindo sobre o tema, mas acho que para um primeiro post está suficiente. O meu desejo é que o Senhor transforme o meu coração, como primeira leitora, e que também as ajude a serem submissas aos seus maridos, para que Deus seja glorificado em nossas vidas e em nossos casamentos.

Com amor,

Bruna

 

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