Dona de Casa: A Profissão Fora de Moda (Parte 1)

Faz algum tempo que assiti pela terceira ou quarta vez o filme “O Sorriso de Mona Lisa” , no original ” Mona Lisa Smile”, com a Julia Roberts. Quando vi pela primeira vez fiquei encantada com a luta feminista e admirei o filme por isso. Afinal, era assim que eu via o mundo: as mulheres deveriam lutar e conquistar sua independência que consistia em ter uma bela profissão e exercê-la fora dos sufocantes limites do lar.

Na última vez que o vi já foi diferente. A minha visão foi mais criticando o apelo do filme e a atitude da protagonista ao “forçar” uma das suas alunas à carreira acadêmica ao invés do casamento. Até que essa aluna em um certo ponto do filme diz que compreende que pode estudar Direito, mas que prefere se casar (e ser dona de casa?!). Essa é a “liberdade feminista”: poder fazer qualquer escolha, menos a de ser dona de casa, mãe, esposa e dedicar-se a isso de modo zeloso.

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Na minha opinião, o primeiro grande desafio à profissão/ao chamado dona de casa é o feminismo. Ele invadiu a nossa praia, o nosso mundo, as nossas mentes e se impregnou de tal forma que fica muito difícil combatê-lo sem parecer irracional e atrasado. Mas, a minha pergunta é: como pode a vontade de Deus estar errada e ser penosa, limitante ou inferior? A Bíblia diz que a vontade de Deus é boa perfeita e agradável (Romanos 12:2) e a Bíblia também diz que as mulheres devem ser boas donas de casa (Tito 2:5). Estaria a Bíblia se contradizendo? De modo nenhum. Nós é que distorcemos as coisas e tentamos de algum modo alterar as coisas como nos convém, gerando assim uma sociedade doente e incompleta.

Precisamos combater o ensino mundano de super valorização da carreira profissional, de estudos intermináveis e independência feminina e nos voltarmos à Palavra de Deus, que nos ensina que a mulher que teme ao Senhor será louvada (Provérbios 31:30) e que esse temer envolve observar a Sua Palavra e obedecê-la, de modo que ser dona de casa não deveria suscitar caretas e olhares de desprezo, mas honra.

Martha Peace, em Esposa Excelente, afirma que: “Dos vinte e dois versos dessa passagem [Provérbios 31:13-27], nove referem-se diretamente ao trabalho do lar. Seu mundo girava em torno do seu lar e aparentemente ela experimentava satisfação numa tarefa bem realizada. O ministério-base do lar da esposa excelente não se aplica somente aos dias do rei Salomão, mas também aos nossos dias.” O que significa que a mulher virtuosa que tantas (todas?) mulheres cristãs almejam ser, passa necessariamente por ser uma boa dona de casa. E não sabemos nem mesmo como tirar uma mancha da roupa né? #desespero

Mas a pergunta é (e é muito difícil respondê-la) o que é ser uma boa dona de casa? No grego, “dona de casa” é uma palavra só e significa “trabalhar no lar”. Em I Timóteo 5:14-15, Paulo incentiva as mulheres mais jovens a permanecerem em casa, cuidando bem dos seus lares e de suas famílias, isso porque uma esposa que se envolve em muitas atividades fora de casa não tem tempo, nem energia, para manter seu lar como deve.

{E aqui precisamos tomar muito cuidado com o legalismo. A questão não é simplesmente estar ou não estar em casa, a questão é: qual a motivação para trabalhar fora? Ou qual a motivação para ser dona de casa? Ana Carolina Oliveira em um texto publicado no blog Mulheres Piedosas coloca da seguinte maneira: “Parar de trabalhar fora, por exemplo, por qualquer outro motivo que não centrado na obediência à Palavra, não chegará como aroma suave de adoração ao nosso Deus (Cl. 3: 23 e 24). Todo o nosso empenho será em vão. Você pode focalizar em outros motivos para fazer tudo o que faz, mas se não for primeiramente por amor e temor ao Senhor, você não estará cumprindo o principal fim de todo ser humano que é glorificar a Deus e satisfazer-se plenamente nEle.” Já Martha Peace faz as seguintes perguntas para aquelas que almejam o trabalho fora de casa: “O que ela realmente quer? Em que ela tem colocado seu coração? Em tentar ser “alguém na vida”? Em ter bens materiais? Fugir das necessidades de cuidado das crianças?” Porque nenhuma dessas motivações glorificam a Deus, elas servem apenas ao ego e são pecaminosas. Então ser uma boa dona de casa não é simplesmente estar em casa, nem estar em casa pela motivação errada.}

Vanessa, nossa outra blogueira, conta que para ela “uma boa dona de casa (porque graças a Deus temos parâmetros bíblicos para isso) é ser uma esposa submissa ao seu marido, que o ama, que o respeita, que confia nele; uma mulher que compreende o seu chamado de esposa e dona de casa quando assume o cuidado com o lar, buscando cuidar da organização e harmonia da família para a glória de Deus através do seu trabalho com as mãos. Uma boa dona de casa sabe usar bem o seu tempo, ela é uma boa administradora. Na prática essa mulher, olha o que acontece com todos os seus e busca auxiliá-los no que precisam e não só na organização do seu lar, mas também em oração a Deus diante das suas lutas diárias e das lutas que enfrentam os da sua família, assim como das conversas francas em meio a alguma dificuldade, quando algum pecado necessita ser exposto e curado.”

Uma boa dona de casa sabe que não deve apenas limpar os cômodos, lavar a roupa e fazer o jantar como tarefas mecânicas, mas deve criar uma atmosfera piedosa dentro do lar já que “se a mamãe não está feliz, ninguém está!”. Podem perceber, dentro de casa geralmente quem dá o tom são as mães, se elas estão de cara fechada, todos ficam estranhos e não se sentem livres para estarem felizes. O tom que Deus deseja que nós demos é o de alegria, otimismo e deleite no Senhor. A esposa e mãe que vê a vida como uma cruz a carregar influencia todos os outros a pensarem do mesmo modo, ela rouba a alegria da família, ao invés de incentivá-la. Em contrapartida a esposa e mãe que é mansa e tranquila promove uma atmosfera tranquila, confortante, reanimadora em seu lar. Ela confia no Senhor e não entra em pânico nas circunstâncias difíceis, ela possui uma confiança de que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28).

Para uma cara leitora, ser uma boa dona de casa envolve gerir todas as coisas relacionadas a ela, segundo Provérbios 31, por exemplo: Limpeza; compra de mantimentos; saber gerenciar as contas (evitando o desperdício); ser diligente (ao invés de ser preguiçosa); cuidar do marido; saber distribuir tarefas sem nunca se eximir das responsabilidades; ser hospitaleira e caridosa.

O fato é que, precisamos nos voltar para as nossas Bíblias e perguntar o que o Senhor quer de nós, o que o Senhor deseja que façamos com o tempo e as ferramentas que Ele nos deu nessa vida. Diferente do que muitas pessoas pensam, a vontade de Deus não é algo místico e apenas individual, no qual a pessoa deve esperar um sinal do céu para decidir como deve viver. A vontade de Deus já foi (parcialmente) revelada nas Escrituras e no caso de nós, mulheres, o nosso chamado está bem claro e bem definido em diversos textos. Não sejamos cínicas, nem relativistas, a ponto de não observarmos o que o Senhor quer de nós, fora de moda ou não, ser uma boa dona de casa deve ser prioridade em nossa vida.

“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Tito 2:3-5

 

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