PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA MÃE DE PRIMEIRA VIAGEM (Parte 2)

IMG_20140907_180618aa

Estava ensaiando esse post desde o dia em que a Bruna publicou o primeiro post sobre esta série. De lá pra cá, muitas coisas aconteceram e as incertezas aumentaram. Acredito que o “normal” seria estar mais segura a cada dia, semana e mês nesta nova vida (de fato muita coisa muda: você muda, sua rotina muda, a relação entre você e o seu cônjuge muda; e pra melhor, dependendo da situação da nova família) mas não foi assim que me senti, de um modo geral.

Pois bem, agora, mais tranquila, mais confiante; depois das conversas com as amigas, dos desabafos e pedidos de socorro (“Orem por mim!”), acredito que o post pode ficar mais rico quanto ao relato da experiência.

Se pudesse resumir essas primeiras impressões, eu diria, em poucas palavras, que desde o momento em que o Bonifácio chegou aos meus braços eu não sabia o que fazer. É como a Bruna contou para vocês no post anterior: são muitas incertezas. Quando ele nasceu, lá estava eu, depois de 3h30 de trabalho de parto “descansando” de tudo aquilo. Ele com os olhos abertos, quietinho e tão pequenino olhando para o “nada” e eu, como disse a parteira: estava em choque. Foi tudo muito rápido desde as contrações até a chegada do nosso Bonifácio (graças a Deus!). Contei com o apoio, pescoço, mãos, e toda a energia que o meu marido pode me dar. Ele dizia: “Vá, é como num jogo de rugby. Dá tudo de você agora!”. Além do pescoço dele, essas palavras me ajudaram bastante. Eu só ouvia PUSH, PUSH, PUSH! E em 8 minutos (sim, está registrado, hehe) o bebê saiu e logo veio para os meus braços querendo ser amamentado. E agora? Como eu faço isso? Incrivelmente o Bonifácio sabia o que fazer e mamou.

A amamentação, à primeira vista foi algo tranquilo. Amamentar o Bonifácio é muito bom e espero amamentá-lo por um bom tempo. Tive mastite na primeira semana pós-parto, mas continuei amamentando, apesar das dores, cansaço e muito sono. O problema que encontrei na amamentação foram os meus pensamentos e questionamentos de algumas pessoas que estavam a minha volta:

Eu: Será que eu tenho leite suficiente?

Pessoa: Ele está chorando de fome. Será que você tem leite?

Eu: Será que eu tenho leite? Será que o meu leite é suficiente?

Pessoa: Vocês não são bons pais… (Acreditam??? Eu quase não acreditei. Essa pérola saiu quando nós tomamos a decisão de não embalar nosso filho para dormir e quando o colocávamos no cesto, ele chorava, berrava e o deixávamos lá, mas sempre conversando com ele, tentando acalmá-lo de outras formas. Essa decisão gerou um bom resultado e muito importante, pois até o momento não precisamos embalar o nosso bebê para dormir. Ele se acalma com facilidade e dorme sozinho desde o primeiro mês, TRANQUILAMENTE.)

Eu: Será que eu acordo o bebê para ser alimentado ou o deixo dormir? Como eu posso brincar com ele? Será que ele está se desenvolvendo bem?

Sim, as minhas questões se repetiam diariamente, meu ânimo foi caindo e minhas incertezas aumentando.

São muitas as coisas que eu poderia relatar sobre esses quase 3 meses, mas o assunto amamentação e sono me causaram algumas noites mal dormidas e dias de preocupação até anteontem. Vou tentar contar um pouco e rapidamente pra vocês.

Meu bebê nasceu bem pequenino, beeem pequenino mesmo (2.390kg e com 49cm) segundo os gráficos de normalidade, mas sempre se mostrou muito forte, sadio. O problema era o peso ideal que até então ele não alcançou dentro da linha de normalidade, e por isso tem traçado uma linha própria de crescimento. As visitantes de saúde que vem na sua casa para acompanhar o bebê podem ajudar muito (o que deveria ter acontecido, no meu caso) ou atrapalhar muito (o que aconteceu no meu caso). Essa visitante veio a minha casa e disse que ele precisava comer num intervalo de 1h30 a 2h – breastfeed all the time, level hard! Isto é, dias mega cansativos para a mãe e principalmente para o bebê que NECESSITA dormir para crescer além de ser alimentado.

Continuando…

Ela recomendou fortemente (é assim que os ingleses indicam uma ordem) que começássemos a complementar a alimentação do Bonifácio com a fórmula (sinceramente não gostei da ideia, mas se ele estava precisando, então, tudo certo!), mas essa não é a parte ruim. Em seguida (parte ruim) ela disse que ele não estava comendo direito, que estava desidratado (na hora eu queria chorar!), mas logo ela voltou atrás, tentou se explicar melhor (a médica o viu em seguida e estava tudo certo, o que indica que foi puro exagero da visitante). Ela ainda disse que por causa disso ele poderia ter um problema cerebral. Gente, pensa no meu espanto! Ela saiu da minha casa e eu, com o Bonifácio no colo caí no choro, me senti péssima e quase desisti de amamentá-lo. Meu marido olhou pra mim e disse: “Onde erramos? Vamos pensar! E você, vai continuar amamentando!” Nessa maluquice, depois de 5 dias, eu vi meu filho com olheiras e disse: “Assim não dá. Chega disso!”.

Nessa novela toda (mais de um mês) eu percebi, com a ajuda de algumas amigas e mulheres mais velhas da igreja, que tudo aquilo era um exagero e de fato desnecessário para o nosso filho. E fui reorganizando a nossa rotina aos poucos, sem fórmula uns dias, com fórmula em outros, estendendo o intervalo entre as mamadas, me alimentando bem, estendendo o período de sono (até porque ele sempre mostrou que poderia dormir num intervalo de 6 horas desde que entrou no segundo mês), procurando amamentá-lo num intervalo de 2h, 2h30 devido o baixo peso. Com toda essa reorganização vi meu filho mais ativo, mais alegre, assim como eu.

Diferente da Bruna, seguimos uma rotina planejada desde o começo. Meu marido leu o Nana Nenê do Gary Ezzo e gostou muito (ele ama rotinas!) e eu também gostei das indicações do livro e topamos fazer como o autor sugeriu no livro, mas para nós, não deu muito certo diante desse quadro. Estávamos indo super bem até a chegada da visitante e hoje decidimos deixar o livro de lado, mas não porque ele não é bom ou interessantíssimo, mas porque tivemos esses contratempos.

Hoje o Bonifácio voltou sozinho para a rotina anterior e dorme de 6h a 7h por noite e os seus intervalos de amamentação são entre 2h a 2h30 durante o dia e durante a noite 3h. É claro que se ele quer ser amamentado antes do intervalo rotineiro eu o amamento tranquilamente. O nosso lema agora é: bom sono para uma boa alimentação e vice-versa.

Esse é apenas um pedacinho dessa aventura. Graças a Deus pude encontrar pessoas experientes, amigas médicas e com filhos que nasceram na mesma situação e mães de primeira viagem que tiveram problemas para amamentar seus filhos no início da maternidade. Entre conversas, leituras, orações e descanso, cá estou eu, mais confiante.

#euamosermãe

Anúncios

2 pensamentos sobre “PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE UMA MÃE DE PRIMEIRA VIAGEM (Parte 2)

  1. Oi Aline, obrigada! Sou suspeita para falar, mas ele é um fofo e lindo, hehe. Sim, aquela fase passou, mas é sempre bom estar “preparada” para os contratempos que Deus nos dá, né?! Daqui a pouco serão outras fases, isso se não vierem os outros filhos (ebaa!). Amém! Que Deus te abençoe também. 🙂 Um beijão.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s