Cuidado com os extremos

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Deixa eu contar pra vocês… Após o nascimento do nosso filho, muitas das nossas conversas aqui em casa começaram a fazer sentido. Hoje consiguimos enxergar melhor certas preocupações quanto à educação de filhos. Percebemos, olhando para a nossa criação e modo como agimos cotidianamente, que facilmente balançamos de um extremo a outro, e quão difícil é encontrar o equilíbrio na vida. Certamente que os extremos nunca serão bons caminhos, mas, inevitavelmente, já caímos nessa armadilha quando nossas ações estão permeadas pelo estresse, ansiedade, nervosismo, falta de planejamento, falta de diálogo familiar; e isso não é uma opinião minha. Além de uma grande amostragem, rs, estudos de mais de décadas, realizado por médicos psiquiatras que cuidam de casos familiares, como é o caso do excelente Prof. Dr. Ítalo Marsili da Universidade Federal do Rio de Janeiro[1], mostram quão difícil é, no contexto familiar, encontrar o tal equilíbrio.

Bom, para continuarmos a conversa, leiam essa reportagem e tirem suas próprias conclusões antes de continuar a ler este post. http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/construcao-auto-estima-410038.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar

Eu não sou uma psicopedagoga, vocês sabem, mas vou dar a minha opinião sobre algo que me chamou a atenção neste texto e que me parece bem sutil e perigoso no contexto educacional, principalmente no seio familiar.

Escolhi um texto de uma Revista nacionalmente conhecida, que é um dos formadores de opinião no meio educacional, no contexto escolar, e também fonte de busca de muitos pais quanto ao desenvolvimento dos seus filhos. Com esse texto, quis, de um modo geral, pensar na condução das nossas crianças nos tempos atuais. Se pararmos para pensar (o que não é uma tarefa fácil quando olhamos de dentro pra fora) perceberemos os extremos em que a sociedade tem buscado nos encaixar.

Os conceitos básicos da formação do homem, atualmente, tem sido baseados em extremos e estes tem levado a educação e cuidado com as crianças a um ambiente confuso e fora da realidade. No que diz respeito a atuação dos pais e professores no processo de desenvolvimento das crianças, está explicita a não objetividade, a falta de clareza em relação ao certo e ao errado “no mundo” estético e moral, o que resulta, na maioria das vezes, a formação de adultos confusos, como disse anteriormente, e por hora constantemente inseguros em relação às tomadas de decisão quando se deparam com diversas situações da vida que tanto exigem de nós. Neste texto, a autora apresenta o que pode e o que não pode acontecer em relação ao desenvolvimento do seu filho no tocante a autoestima, a sua figura perante os outros e perante a si próprio. Ela apresenta como correto ANALISAR POSITIVAMENTE TODOS OS FEITOS DA CRIANÇA e negativamente REPREENDER A CRIANÇA COM FALAS GROSSEIRAS, QUE NÃO AJUDAM A CRIANÇA A PERCEBER O QUE SERIA CORRETO FAZER NAQUELE DETERMINADO MOMENTO.

Cotidianamente, no Brasil, me deparava com situações em que pais respondiam aos feitos dos filhos com frases mentirosas; o elogiavam quando haviam feito algo errado, pois achavam que dizer não ou ter uma conversa franca com ele não ajudaria em nada. Neste caso, você está respondendo a todos os feitos do seu filho com mensagens que parecem não o repreender, que parecem não deixar claro que tal feito é ruim, que é prejudicial para ele e para um determinado grupo de pessoas, e isso, nada mais é que mentir para o seu filho. É nada mais, nada menos, que ensiná-lo a viver se enganado e a enganar a outros através das suas ações nas esferas mais básicas e particulares da vida. Percebam que analisar positivamente os feitos do seu filho não é elogiar todas as ações dele, mas sim saber conversar quando algo está errado, quando quer repreendê-lo e ensiná-lo diante desta ou daquela situação. Agir negativamente seria responder a essas coisas de forma grosseira, aos berros, dirigindo-se a ele com adjetivos como burro, bagunceiro, feio, etc.

As crianças, geralmente, até os 5 anos de idade aprendem pela imitação e não pelo conjunto de frases que você diz. É claro que é necessário explicar muitas coisas para as crianças, para que elas possam gravar tais palavras e ordenanças e, consequentemente, durante o seu desenvolvimento, compreendê-las e praticá-las; mas o que fica marcado, com mais facilidade, é o exemplo. A criança irá fazer o que você estiver fazendo, então, se você grita com seu filho para que ele arrume o quarto, ele irá gritar com você diante de uma determinada situação porque enxerga você fazendo o mesmo (e a mamãe e o papai fazem o que certo, não é?!). Você é o exemplo dessa criança, você é o seu referencial. Em resumo ao artigo:

  •  “A psicopedagoga Adriana Tavares diz que dar liberdade à criança para contar o que sente, respeitar sua opinião e valorizar suas realizações são atitudes que ajudarão a formar um adulto confiante.”
  • “Os pais desempenham um papel fundamental na construção da autoestima dos filhos.”
  • “Nas conversas, porém, os pais devem ficar atentos ao modo de falar, principalmente se estiverem nervosos, para não magoar nem depreciar os filhos.” 
  • “Quem recebe incentivos explora situações novas com mais confiança.”

[1] Tive a oportunidade de ter uma aula com ele sobre afetividade infantil e harmonia familiar através do Curso Como Educar Seus Filhos, organizado e também ministrado pelo Prof. Carlos Nadalim. Vejam estes links: http://www.comoeducarseusfilhos.com.br/ https://www.youtube.com/channel/UCdJ0tILQf6PUrGp5b-jYyhA

Até o próximo post.

Com carinho, Vanessa.

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