Nada nos faltará!

No post de hoje, eu gostaria de contar uma história pra vocês. Essa história aconteceu comigo, durante o ano passado.

No segundo semestre de 2013, eu e o meu marido, Jhonattan, decidimos fazer uma mudança grande na nossa vida. O Jhonattan vinha bastante infeliz no seu emprego e com vontade de experimentar a carreira acadêmica. Ele, então, no final de 2013, participou de um processo seletivo para o mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, passou e ganhou bolsa para se dedicar em tempo integral à pós graduação. Se dedicar em tempo integral significava deixar o emprego; então, em março de 2014, ele deixou de ser um empregado para se tornar um mestrando. Como a bolsa é beem menor do que o salário que ele ganhava antes, nosso plano era que eu trabalhasse para complementar a renda. Beleza, final de 2013 eu fiz o processo seletivo e, em fevereiro, eu comecei a dar aulas na rede municipal de ensino. Nosso plano era esse.

Então, lá pelo dia 16/03/2014, a minha menstruação (que é super pontual) não veio. Bateu aquele friozinho na barriga, que vocês devem conhecer bem! Passou um dia, outro dia, bateu o desespero.

Faço um parênteses. Eu queria MUITO engravidar. Já fazia um ano que eu conversava com o Jhonattan sobre isso, mas como tudo era ainda muito incerto, sempre concluíamos que não era a hora certa. Mas na hora em que eu vi que minha menstruação não tinha vindo e que, provavelmente, ela não viria nos próximos 9 meses, o sentimento que eu tive foi de total D E S E S P E R O.

Claro, é de se entender. O Jhonattan tinha acabado de largar o emprego pra ganhar nem metade do que ele ganhava, eu tinha acabado de começar minha brilhante, porém curta, carreira de professora substituta, rsrs. É um cenário desesperador. Ainda mais quando nos nossos planos, não existia creche, nem babá, nem avós criando netos. Ainda mais quando confiávamos tanto na segurança dos nossos planos.

Amanhã,  dia 25/03/2015, faz um ano que eu confirmei que eu estava grávida.  Mais ou menos uns 10 dias depois das primeiras desconfianças. Eu inclusive já havia feito um teste de farmácia, que tinha dado uma linha beeeeem clarinha, quase imperceptível.  No dia 24, fiz outro teste de farmácia, como deu positivo de novo, fiz o exame de sangue. Então, há um ano saiu o resultado: positivo. Bem positivo. Muito positivo.

Os dias anteriores ao positivo do exame de sangue foram dias muito difíceis. Dias de grande luta entre confiar que os planos de Deus são melhores que os nossos contra o desespero de como seriam as coisas dali em diante. Luta entre a felicidade de receber tão grande benção de Deus e a decepção em ver a fragilidade dos nossos planos. Para mim, ainda tinha a confusão enorme de ter o que eu tanto queria em um contexto tão, aparentemente, desfavorável. Eu fiquei APAVORADA! Ainda mais porque não me permitia ficar feliz, pois ainda não havia o resultado do BetaHCG.

Assim que eu peguei o resultado, veio a certeza de que o Senhor tinha mesmo nos dado uma herança e esta herança era motivo de grande alegria! Depois, veio o primeiro ultrassom e o coração dele batendo, e aquela vida, tão viva! Felicidade e preocupação conviviam conosco.

Quando estávamos para casar, algumas pessoas nos disseram: “é incrível, tudo vai se ajeitando, vocês vão ver!”, ninguém nos disse isso sobre filhos, mas foi exatamente isso que aconteceu! Durante o ano passado, enquanto o Isaque crescia na minha barriga, nós saímos do aluguel, vendemos a moto, ganhamos o berço, meus pais plantaram uma árvore de fraldas descartáveis no jardim, minha cunhada nos deu o carrinho, eu descobri que iria receber meu salário até abril (porque como eu era temporária, não sabia como funcionaria exatamente).

Deus nos deu o Isaque e tudo mais. Deus nos deu a necessidade e a supriu.

Deus me constrangeu, pois me mostrou quão falha foi minha confiança na hora do aperto. Nós não podemos nos firmar tão fortemente em nossos planos, precisamos nos lembrar e relembrar sempre, que nós temos nossos planos mas a resposta certa vem de Deus. E de fato, os planos dEle, são melhores que os nossos. Nós vemos apenas o que é momentâneo, mas nosso Pai conhece o todo e o fim, pois Ele mesmo que escreveu todos os nossos dias e cuida de nós em todos eles.

E até aqui o Senhor tem nos guardado e sustentado, deu ao Isaque, por meio da igreja e da família, tudo o que ele precisava e ainda mais!

E por último, neste mês de abril, em que termina minha licença maternidade, em que nosso complemento de renda acaba, “coincidentemente” o Jhonattan foi chamado para dar aulas no Senai.
O cuidado de Deus conosco é visível em todos os momentos.

Amanhã também o Isaque completa seu 4° mês e nós só podemos comemorar e agradecer a Deus por ter nos dado ele! Os caminhos de Deus são insondáveis.

Nada nos faltará!

“Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te apóies no teu próprio entendimento. Reconhece o SENHOR em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.” (Provérbios 3:5-6)

Beijos,
Esther.

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