O processo de santificação no lar

Hoje eu vou falar como uma mãe que tem pouca experiência e que é cheia de falhas, mas é muito bom poder falar sobre maternidade quando temos Jesus como nosso Senhor e Salvador. É maravilhoso ter esperança Nele e saber que Ele tem grandes planos para nós que o amamos e dependemos Dele para conseguir cumprir o papel que Ele nos deu.

A palavra de Deus dá instruções muito claras sobre como a mulher deve agir nas diferentes etapas da vida. Seja na sua juventude, seja na sua velhice, enquanto solteira ou casada. Não nos faltam direções na Bíblia de como devemos proceder. O que sempre devemos buscar, não importa qual fase estejamos vivendo, é glorificar a Deus com todo o nosso viver. É preciso que a vida de Cristo e o amor dele sejam visíveis no nosso proceder. Entretanto, todas nós estamos passando por um processo de santificação – e acredito que o nosso lar seja o nosso “laboratório”. É ali que Deus permite que conheçamos as virtudes e as dificuldades, tanto as nossas quanto as dos outros que nos cercam.

É muito importante entender que é Deus quem coloca essas pessoas em nossas vidas, de maneira soberana, e que precisamos Dele para conseguirmos glorificá-lo com nossas atitudes.

Agora que já estou casada consigo ver, com bastante clareza, que quando eu era solteira e morava com os meus pais e meus irmãos, Deus usou cada um deles de alguma maneira para me fazer amadurecer. As atitudes de amor e cuidado que eles tiveram comigo foram muito importantes, e hoje entendo que até mesmo as implicâncias dos meus irmãos (e eu tenho 3!) serviram para me moldar e me ensinar a exercitar o perdão e a paciência. Como a palavra diz em Romanos “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus”.

Sem dúvidas, agora casada e com filhos, esse processo de santificação se intensifica bastante. Afinal, preciso ensinar aos meus filhos sobre Cristo. É no meu dia-a-dia, através das minhas reações diante das falhas deles – e também das minhas, que estarei ensinando sobre o amor de Deus.

Isso é tão intenso! Não temos momentos de folga, nos quais podemos ser tolas, achando que nossos filhos não irão perceber. Esse processo de santificação é contínuo, não fica completo até a nossa glorificação. Enquanto convivemos com o pecado, Deus trabalhará em nosso ser. Nossos filhos também aprenderão isso, porque eles enxergam as nossas falhas, detectam qualquer atitude de hipocrisia, e eles são muito usados por Deus para nos ajudar a ver onde precisamos mudar.

É muito importante entender que, junto dos nossos filhos, precisamos reconhecer onde pecamos e pedir perdão a Deus e a eles. Isso ocorrerá  muitas vezes! Precisamos mostrar a eles que, por causa do perdão de Cristo, podemos buscar novamente obedecer a Deus na total dependência da graça do Espírito Santo.

Enfim, apesar de termos inúmeros desafios pela frente, dentro do nosso lar – já que somos todas pecadoras e a nossa batalha contra o pecado é constante –, podemos sim fazer da nossa casa um lugar de muita alegria, pois temos o perdão de Deus e Ele já nos aceitou e nos aprovou no nosso papel de esposa e mãe. Por causa de Cristo, temos a liberdade para amar, servir e cuidar daqueles que Deus colocou em nossas vidas.

Atitudes como lavar uma pilha de louças no fim do dia, sem murmuração, porque durante aquela tarde o mais importante foi largar tudo para brincar e ensinar as crianças; cozinhar um almoço caprichado e trabalhoso num feriado ou fazer correndo um ovo mexido naqueles dias que parecem não render; trocar seu momento de descanso por passar horas acalmando um neném com cólica; abrir mão de uma casa super organizada e bem decorada porque os brinquedos e papéis cheios de desenhos criativos parecem tomar conta do lugar; deixar preferências pessoais de lado para aprender a agradar quem você ama. Todas essas coisas são pequenos exemplos de atitudes que podem glorificar a Deus e demonstrar amor pelos que nos cercam.

Será fácil agir assim? Não!

Será trabalhoso e exigirá amor sacrificial. Mas ao contrário do que o mundo pensa, é exatamente esse amor sacrificial que glorificará a Deus, gerando em nós alegria, pois estaremos refletindo o tipo de amor que Cristo tem por nós. E é porque Ele nos amou primeiro que também seremos capacitados a amar nossos filhos.


Quem escreveu esse texto foi a Lísia, ela é casada, esposa, mãe de dois filhos lindos, e a minha cunhadinha querida! Esse texto foi escrito no ano passado para ser lido por ela no chá de bebe da Esther, que esperava o fofo do Isaque. Ontem, em meio a um mar de desafios aqui em casa (olha que não tenho filhos!) me lembrei dessa palavra e pedi que ela me enviasse para que eu postasse aqui no blog. É sempre tão bom ler textos encorajadores. Principalmente quando conhecemos a autora e sabemos que ela vive o que ensina.

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