Confiando nas decisões de nossos maridos

Várias vezes meu marido conversou comigo sobre algo que eu fazia muito e que ele não gostava: eu sempre achava que o que eu queria era o melhor pra nós e o importunava até conseguir.

Esses dias eu vi alguém fazendo, repetidas vezes, exatamente isso que eu fazia (e muitas vezes ainda faço, infelizmente), e pensei: nossa, que falta de submissão! Claro que na hora eu nem pensei em quantas vezes eu já tinha agido da mesma forma, mas depois, pensando na situação,  lembrei quantas vezes já havia feito o mesmo.

E pensando também em quantas vezes eu já vi isso acontecer com outros casais, percebi que parece que vivemos numa geração de mulheres cheias da razão.

Se decidimos que é hora de ir embora, fechamos os ouvidos pra tudo e matracamos até irmos; se decidimos que queremos aquele sapato, manipulamos até conseguirmos; se resolvemos que o melhor é que façamos tal coisa no feriado, daremos um jeito de fazermos; e o que pensamos é que nossos marido nunca entendem que o que queremos é o melhor,  sabem por quê? Porque no fundo, ou não tão no fundo, nós não confiamos nas decisões de nossos maridos. Pior que isso, o que tenho percebido é que não acreditamos que nossos maridos tenham capacidade de fazerem escolhas melhores que as nossas.

Em nossa cabeça, muitas vezes, somos até bastante submissas, afinal, para nós,  nos exemplos acima “estamos apenas apontando os motivos pelos quais temos razão”, e claro, acho que devemos ser ouvidas, mas o que percebo em mim é que não quero ser só ouvida, quero que a minha decisão seja acatada, por bem ou por muuuuita insistência.

Duvidamos que nossos maridos sejam maduros e responsáveis o suficiente para guiar nossa família! E quão perigoso é isto num lar cristão! Quantas vezes desrespeitamos nossos maridos na frente de outras pessoas para conseguirmos o que queríamos.

Às vezes olhamos para trás e pensamos “nossa, que geração de homens submissos a que nos antecedeu” e não nos damos conta que estamos querendo seguir o mesmo caminho, calando nossos maridos, não confiando que eles tenham maturidade para guiarem nossas famílias.

Eu acho que num casamento as decisões devem ser conversadas, que o marido pode ouvir a esposa e daí,  tomar uma decisão; mas sonde seu coração. Até que ponto você quer ser ouvida e até que ponto você quer ser acatada? Qual será a sua reação se a sua opinião não for a escolhida?

Que Deus abra nossos olhos e nos dê arrependimento!

Esther.

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