Amamentação, uma experiência de perseverança (Parte 1)

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Como explicar o fato de uma coisa simples e natural se tornar o pior pesadelo de uma mãe? Um dos temas que mais li e me informei durante a gestação foi o da amamentação, que para mim era indispensável e completamente fundamental. Vi minha mãe amamentar meus irmãos com muito carinho e por um tempo que considero excelente, isso me serviu de incentivo e tornou-se um grande objetivo para mim.

Porém, tudo o que ouvi no curso pré-parto (aqui na Itália) foi sobre a dificuldade e necessidade de perseverar que a amamentação traz consigo. Então, antes de mais nada, para amamentar é necessário que a mãe queira amamentar, que isso seja importante para ela, porque fica muito difícil insistir e enfrentar desafios quando não estamos convictos de alguma coisa. E se tem uma coisa que a amamentação traz é desafios (além é claro, de uma grande quantidade de “experts em amamentação” que surgem quando seu filho nasce).

A amamentação é rodeada de mitos e “achismos” que parecem estar o tempo todo invadindo as nossas mentes, mesmo que tentemos com diligência afastá-los. Às vezes, até mesmo de forma inconsciente eles surgem e sempre nos momentos mais inoportunos: quando o leite demora a descer, quando o filho perde muito peso, quando regurgita, etc, etc, etc. Por isso, acho de fundamental importância que a mãe procure se informar bastante e, se possível, conscientizar também o pai do bebê sobre o quão significativo é para ela amamentar. Minha professora do curso pré-parto, repetiu mil vezes da importância do apoio do pai, da paciência dele e ainda ofereceu 1 aula para que todos os pais pudessem vir para aprender um pouco sobre amamentação, já que no meio da madrugada é ele quem vai estar ali ouvindo o choro (inconsolável) do bebê.

E falando em mitos e expectativas, vamos dar início hoje a uma série de mitos/verdades e expectativas/realidade sobre o aleitamento materno. Sempre lembrando que não somos doulas, nem médicas, mas somos mães que amamentam! 🙂 Compartilharemos nossa experiência e aprendizado com a intenção de que com os nossos erros e acertos, algumas mães possam aprender e seguir em frente. Os exemplos e mitos que vamos trazer nem sempre acontecem com todas as mães. Existem mães que sequer irão ter pensado que isso era um problema, outras poderão se identificar com facilidade.

1. Meu Leite Não Desce.

Na minha (fértil) imaginação, eu pensava que assim que meu bebê nascesse eu teria muito leite para dar, assim, instantaneamente, ignorando que nada na natureza acontece de forma instantânea. Para ajudar, assim que a minha filha nasceu ela praticamente grudou no meu peito e ficou mamando por quase 2 horas. Para mim estava resolvido: minha filha sabia mamar e eu tinha leite. Rá! Ledo engano…

Às vezes o colostro (que é o primeiro leite, mais rico em açúcar para o recém-nascido) demora um pouquinho a chegar. Primeiro porque o bebê não precisa comer tanto quanto nasce, eles têm o estômago do tamanho de uma cereja e por isso, não precisam dessa quantidade toda de leite. Logo, nosso corpo começa devagar a produzir umas gotinhas aqui, outras ali, tudo conforme o estímulo que recebe. Estimular = Deixar o bebê mamar no peito (ou pelo menos, tentar).

Então, fique tranquila se o bebê nascer e depois de alguns dias você ainda não estiver com leite jorrando, saiba que isso é normal e que você irá produzir leite sim! (a não ser que você faça parte daqueles 2% de mulheres que por alguma patologia são impedidas de amamentar.) Mas tudo a seu tempo. Procure se alimentar bem, beber os 2 litros de água de sempre e ficar o mais relaxada possível. O leite, mais cedo ou mais tarde vai chegar! 🙂 No meu caso, o leite (colostro né?) “demorou” 3 dias para vir de vez e na quantidade (que os médicos achavam) certa, enquanto isso, optamos por leite de doação que nos foi oferecido no hospital, sendo dado com colherzinha ou no copinho.

Com amor,

Bruna

 

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Um pensamento sobre “Amamentação, uma experiência de perseverança (Parte 1)

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