Grávida de novo? Como aproveitar a segunda gestação

Era uma manhã fria de sexta-feira e eu não cabia em mim de tanta felicidade! Finalmente iria começar o curso pré-parto para mães de segunda viagem. Logo que cheguei já sentei bem perto de outras mães para facilitar a socialização e assim que elas começaram a se apresentar passei a me identificar com seus medos e suas alegrias, principalmente a parte que elas falavam sobre o desafio de “aproveitar a segunda gestação”.

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Era unânime, quase nenhuma mãe estava satisfeita com a forma como estava vivendo a gravidez. Todas se sentiam muito culpadas por não estar continuamente acariciando a barriga, falando sobre o bebê, cantando e se concentrando nessa nova vida a se formar. Eu era uma delas.

Comecei a pensar então de que forma eu poderia aproveitar melhor a gravidez e perguntei para algumas amigas de que forma elas aproveitaram. As respostas foram encorajadoras!

“Inclui minha primeira filha em tudo! Sempre mostrava pra ela a barriga, ensinei-a a dar beijinhos na barriga e a fazer carinho.”

“Acredito que a preparação para a chegada desse novo membro da família, seja no cuidado com o esposo, seja preparando os irmãos para recebê-lo com amor ou ajeitando o lar para recebê-lo no conforto, também seja algo digno de se aproveitar.”

“Eu cantava e conversava com a barriga à noite, quando meus filhos mais velhos já tinham ido pra cama. Aí então era o meu momento com o bebê.”

Na época que recebi essas respostas, já tinha há algum tempo refletido sobre o tema com o meu marido. (Até já escrevi um post sobre isso) Tínhamos chegado mais ou menos às mesmas conclusões. Havíamos falado que cada fase da vida é diferente e a forma de “aproveitar” ou viver bem cada coisa tem muito a ver com isso: com a fase em que estamos. Na primeira gravidez o casal tem, em geral, mais tempo para passar a sós e perdido em pensamentos sobre o bebê, o enxoval, a decoração do quarto ou mesmo para se debruçar sobre assuntos mais sério como a forma que desejam educar e ensinar a criança, que tipo de rotina desejam ter e etc. Inevitavelmente, na segunda gestação esse tempo já está comprometido com o cuidado do filho mais velho. Isso não significa que a gravidez não poderá ser bem vivida e bem aproveitada, significa apenas que vocês precisarão ser criativos e encontrar outras formas de aproveitar esse momento.

No meu caso, optei por esse curso que tem duração de 1 mês, ocorrendo mais ou menos 2 vezes por semana, com duração de 2 horas e meia cada dia. Desse modo, minha filha não sente tanto a minha falta e eu consigo passar um tempo a sós, dedicada ao pensamento desse bebê que está para chegar. Além disso, sempre que canto ou conto histórias para minha filha, lembro-me que não é só ela quem está ouvindo, mas que sua irmãzinha também está escutando tudo e quando é possível, aproveito para acariciar a barriga. Desde o início também procuramos envolvê-la com o bebê. Não trazendo muitas expectativas ou ansiedade, mas falando que tem um bebezinho na barriga, mostrando que se deve acariciá-lo, dar beijinhos e agora, já começo a contar um pouco mais, por exemplo, como o bebê dorme, como o bebê chora e etc. Acho que é fundamental preparar os irmãos mais velhos para receber o irmãozinho com todo amor e carinho que forem possíveis. Explicando de forma honesta e adequada para a idade, como serão as coisas com a chegada do bebê.

Porém, por outro lado, também é importante mantermos o foco e sabermos que esse conceito que é tão propagado e persistente sobre aproveitar a vida ao máximo, nem sempre é verdadeiro. Como uma das minhas amigas falou, é muito digno aproveitar a gestação fazendo com alegria aquilo que já se faz normalmente. Ninguém deve se sentir obrigado a fazer curso, ioga, ler mil livros e fazer um mega enxoval para sentir que aproveitou a gestação. Aproveitar torna-se algo subjetivo e flexível ao momento e desejo da família. Isso tudo sem contar que muitas mulheres, já na primeira gestação trabalharam o máximo possível para poder aproveitar depois com o filho e por isso, já “não aproveitaram” tanto a primeira gestação. Vê-se então, que o conceito de aproveitar é bastante variável.

Creio que o mais importante é vivenciar essa fase com alegria e gratidão ao Senhor por estar formando e cuidando dessa nova vida. Cada mulher poderá decidir, juntamente com a sua família, como deseja viver esse momento e de que modo gostará de “aproveitar” o seu período de espera. 🙂

Com amor,

Bruna

 

 

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